Origem e conceito
A trajetória do modelo começou em 1984 com o conceito HP-X, um esportivo de motor central-traseiro. O projeto buscava superar a performance das Ferrari da época, oferecendo maior confiabilidade e um custo de produção mais acessível.
O nome NSX deriva de New Sportscar eXperimental. Lançado em 1990, o carro foi desenhado com foco total na dirigibilidade e na visibilidade do condutor, utilizando o cockpit do caça F-16 como referência para o projeto da cabine.
Inovação técnica
O diferencial do NSX foi a carroceria feita inteiramente de alumínio, incluindo suspensão e estrutura dos bancos. Essa escolha técnica reduziu o peso do veículo em 200 kg em comparação aos concorrentes que utilizavam aço.
A primeira geração estreou o motor V6 com sistema VTEC, capaz de atingir 8000 rpm. Além disso, a colaboração com Ayrton Senna foi fundamental para o ajuste final, resultando em um chassi mais rígido que elevou a estabilidade e a agilidade nas curvas.
A transição para a era híbrida
Após um período fora de linha, a segunda geração surgiu em 2016. O projeto abandonou a configuração puramente a combustão para adotar um sistema híbrido de alto desempenho.
O conjunto combina um motor V6 biturbo de 3.5 litros com três propulsores elétricos e tração integral SH-AWD. Com 573 hp, o modelo redefiniu a proposta original, focando em uma condução tecnologicamente avançada.
O que dizem os proprietários
Quem possui ou dirigiu o modelo destaca a experiência de condução e a engenharia precisa. A sensação de controle e o equilíbrio do motor central são pontos frequentemente elogiados por entusiastas.
Por outro lado, o custo de manutenção é uma queixa recorrente. Proprietários alertam que o conserto de componentes, especialmente o sistema de transmissão, pode se tornar muito caro quando surgem problemas mecânicos.
Presença no Brasil
No mercado norte-americano, o esportivo foi comercializado pela Acura, subsidiária de luxo da Honda. No Brasil, o modelo é visto como um item de colecionador e um marco da história automotiva.
Devido à sua proposta de produção quase artesanal e ao legado de performance, o NSX é frequentemente comparado à Ferrari, consolidando-se no imaginário dos entusiastas brasileiros como a referência de esportivo japonês clássico.




