Origens e parcerias
O Tracker nasceu em 1989 através de uma colaboração entre a General Motors e a Suzuki. O projeto original surgiu para suprir necessidades de mercado após problemas de segurança envolvendo o Suzuki Samurai, resultando no veículo conhecido inicialmente como Suzuki Vitara.
O nome Tracker significa rastreador, reforçando o apelo aventureiro da primeira fase. Já a nomenclatura Trax, utilizada em outros mercados, deriva de trilhas, destacando a capacidade off-road que o modelo carregava na época, algo bem diferente do foco atual do carro.
A evolução no Brasil
No Brasil, o modelo teve uma trajetória fragmentada. Após a fase inicial baseada no Suzuki Vitara, o Tracker chegou oficialmente com motor turbodiesel em 2001. Mais tarde, em 2007, a GM tentou reposicionar o carro com motor 2.0 a gasolina para competir diretamente com o Ford Ecosport.
A virada de chave aconteceu em 2013, com uma reestilização completa e motor 1.8 Ecotec. A partir de 2020, o SUV mudou de patamar ao adotar a plataforma GEM, a mesma dos modelos Onix, migrando para motores turbo de 1.0 e 1.2 litros e focando totalmente no uso urbano.
Diferenciais de projeto
O Tracker se destaca por uma mudança drástica de proposta ao longo das décadas. Enquanto as primeiras unidades eram utilitários com tração 4x4 robusta, a geração atual prioriza a eficiência e a conectividade, sendo um dos modelos mais vendidos do país.
Um detalhe interessante é o uso de nomes diferentes ao redor do globo. Enquanto aqui mantivemos o batismo Tracker, o modelo foi vendido como Trax nos Estados Unidos e México, e ganhou nomes como Mokka e Encore em divisões como Opel e Buick, cada um com interpretações distintas sobre o que define um SUV compacto.
O que dizem os donos
Entre os pontos positivos, os usuários destacam o custo-benefício, especialmente nas versões intermediárias da geração atual, que oferecem conectividade sem exageros e consumo honesto de combustível para o segmento.
Por outro lado, quem busca o modelo usado deve estar atento às diferenças de proposta. Enquanto os modelos antigos são valorizados pela capacidade off-road, as versões mais novas são elogiadas pela modernidade, mas podem decepcionar quem espera a mesma robustez de chassi dos primeiros exemplares.















