Origem e conceito
O Xantia surgiu em 1993 para substituir o BX, trazendo uma abordagem visual mais conservadora para atrair um público amplo. Seu nome vem do grego xanthos, que significa amarelo ou dourado. O desenho foi concebido pelo centro de estilo italiano Bertone, com o trabalho finalizado pela própria Citroën.
O modelo foi produzido na França entre 1993 e 2002, com a produção estendendo-se até 2010 no Irã. O sedã conquistou o título de melhor carro do ano logo após seu lançamento, consolidando-se como um dos pilares da marca no período.
A tecnologia Hydractive II
O grande diferencial do Xantia não estava no motor, mas na suspensão hidropneumática Hydractive II. Em vez de molas e amortecedores convencionais, o carro utilizava esferas carregadas com fluido e nitrogênio controladas eletronicamente.
Essa configuração permitia ajustar a rigidez da suspensão para reduzir o rolamento da carroceria em curvas, mantendo um nível de conforto de rodagem que os concorrentes da época não conseguiam replicar. A versão Activa levava isso ao limite, limitando o rolamento a menos de 0,5 grau.
O que dizem os proprietários
Quem é entusiasta do modelo costuma destacar o conforto inigualável em rodovias, apontando que a experiência de dirigir um Xantia é superior a sedãs mais modernos. A versatilidade do desenho, que inclui um vidro traseiro que abre junto com a tampa do porta-malas, também é muito elogiada.
Por outro lado, a manutenção é a principal fonte de reclamação. Donos relatam dificuldades com peças específicas, custo elevado de reparos e problemas em componentes como a caixa de câmbio automática. É um carro que exige conhecimento técnico e manutenção preventiva rigorosa.
Trajetória no Brasil
O Xantia desembarcou no mercado brasileiro em 1994, inicialmente na versão VSX. Ele chegou como um produto de posicionamento superior, ostentando um design moderno e a tecnologia de suspensão que chamava a atenção nas ruas.
Com o passar dos anos, o catálogo brasileiro recebeu variantes como a Break, o potente motor V6 e a configuração Activa. Hoje, o modelo é visto como um item de coleção, sendo uma opção para quem busca um carro com personalidade distinta e aceita encarar os desafios de manter um projeto francês complexo.




