A origem e o nome
Lançado em 1978, o Prelude surgiu como um cupê derivado do Accord, ocupando o posto de terceira linha da Honda ao lado do Civic. Seu nome foi uma gentileza da Toyota, que cedeu a nomenclatura à concorrente, remetendo a uma introdução musical.
Ao longo de cinco gerações, o modelo deixou de ser um simples cupê baseado em sedã para se tornar um esportivo de engenharia refinada. Após um hiato de mais de duas décadas, a Honda retomou a produção do nome em 2025.
Inovações e esquisitices
O Prelude sempre funcionou como um laboratório de tecnologias. Logo na estreia, introduziu o teto solar elétrico na categoria. Já a terceira geração trouxe o sistema 4WS de direção nas quatro rodas, uma solução mecânica para reduzir o raio de giro e aumentar a precisão em curvas.
Outras tecnologias, como o sistema ATTS para eliminar a subesterçagem e a introdução de freios ABS, foram testadas no modelo. O cupê também evoluiu de motores convencionais para a complexidade do sistema VTEC, sempre buscando um equilíbrio entre performance e eficiência.
A voz dos proprietários
Quem mantém um Prelude antigo hoje relata uma experiência de uso que exige atenção redobrada com a manutenção. Problemas crônicos no sistema de arrefecimento e vazamentos de óleo são pontos recorrentes nas discussões entre donos.
Embora o carro seja elogiado pelo comportamento dinâmico e pela proposta esportiva, o custo de manutenção e a dificuldade em encontrar exemplares bem conservados são obstáculos comuns para quem deseja manter o modelo rodando.
A conexão brasileira
O Prelude ganhou status no Brasil especialmente nos anos 1990, após a abertura das importações. A quarta geração ficou marcada pela campanha de marketing estrelada por Ayrton Senna, o que solidificou a imagem do cupê como o carro do tricampeão mundial de Fórmula 1.
Atualmente, o modelo é visto como um clássico, com unidades sendo negociadas em portais de usados por valores em torno de R$ 50 mil. A partir de 2026, a Honda pretende trazer a nova geração híbrida de volta ao mercado nacional.
O novo capítulo híbrido
A sexta geração do Prelude retorna com uma proposta eletrificada, utilizando o conjunto e:HEV com motor 2.0 e dois motores elétricos. O modelo entrega cerca de 203 cv de potência combinada e compartilha a plataforma do Civic.
A Honda posiciona o novo cupê abaixo do Civic Type R. O objetivo é oferecer um carro com foco na condução e eficiência, utilizando o sistema S+Shift para simular trocas de marcha e manter o apelo esportivo que definiu a linhagem nas décadas anteriores.













